Hoje acordei com Caio (Fernando Abreu) e com todos os seus Dragões - aqueles que não conheceram o paraíso: "Dragões não existem. Como escritores, músicos, pintores, filosófos, ou todas essas pessoas que - loucas - querem sentir num mundo em que é ridículo sentir. Você tem é que ganhar, conquistar poder e glória. Os dragões desprezam esse paraíso. tem asas, querem voar. Como os anjos." Quem define o indefinivl é o próprio Caio, em Crônioca d' O Estado de S.Paulo, no dia 25 de março de 1988. E como para ver o Dragão que reside em você, o eu se vê no outro - na minha me culpa (que já superei) palimpsetuosa, cito dessa crônica sensações semelhantes de dragões:
"Daí vou sentar e autografar. Com aquela mesma paranóia de Lygia Fagundes Telles: ela sempre imagina que, em dia de lançameno, vai ficar plantada numa ma durante horas, completamente só, feito Godot à espera de um leitor que nunca chega. Como não sou in-te-te-lec-tu-al, o lançamento não será numa livria, Mas no Ritz, aquele bar com ar inglês, ali na alameda Franca (quase esquina com Augusta), a partir das cinco da tarde de amnhã, sábado, dia 26. O Wagner Serra promete tocar blues, rocks, funks, bossa-nova, vai ter bebidinha e tudo. tenhpo medo, esntão estou te convidando para dar uma força. Se você não aparecer, vou ter certeza absoluta que não existo mesmo. e aí não sei como é que fica. vai lá? jura? Então tá, tô esperando."
Ah s eCaio soubesse como seu Dragões mepovoam, como seus dragõe sdefine essse anos 80, esse anos 90 e esse anos todos que também residem em mim. Dragões que são a própria escrita.
E por Falar em Dragões, minhas alunas da disciplina "Narrativas dos Anos 80", do curso de Letras da UFSJ, fizeram bonito na apresentação do seminário sobre Caio Fernado Abreu.
Que fiquem os Dragões, que passem os Dragões. |